quarta-feira, 18 de abril de 2012

- ai ai Nelson, assim você me mata!

"eu procuro dizer o que sinto e o que penso; isso é muito duro, o sujeito ter um mínimo de autenticidade. é preciso todo um esforço, toda uma disciplina, toda uma paciência beneditina porque somos todos uns falsários". 




quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

- eu poderia viver nos dois mundos, mas não enfrentá-los ao mesmo tempo. O meu mundo e o dos homens merecem doses homeopáticas. Tudo demais, dos dois, é veneno - como no ditado popular. Meu casulo, meu particular, minha cabeça de tantos outros mundos mais... infinidade. De temores, desabores, agonias e fortaleza. Mas tudo muito efêmero, apesar de cíclico... É rápido, não demora e se repete. Há espaço pra tudo: pras sensações de aconchego, de paz interior, de adrenalina, de insegurança, de amor fraterno, amor fulgaz, amor pra sempre enquanto durar, amor próprio, pra amizades, pra fé, pra descrença, pra tudo o que fica ou vai embora. Há sempre espaço pra tudo.




                                                                                                                     Menos pra ordem.








na vitrola? Candyland, de cocorosie.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

- uma ode ao Natal e à família, por K.

- a capacidade de mudança sempre foi condição híbrida pra mim. Me enche de conforto e esperança saber que certas coisas são mutáveis, mas também há regozijo em reconhecer aquelas que absolutamente não o são. Abaixo, transcrevo a carta que escrevi aos meus Simplícios no Natal de 2010 e a sensação de revivê-la me contenta em níveis indescritíveis. Em tempo de espírito natalino já batendo à porta, divido com vocês. 

Natal é momento de celebração do amor e celebro da forma como imagino mais completa: com a minha família. Amor é palavra sagrada, é o nome de Deus. Todo o universo é criado com, por e em amor. É começo, continuação e fim. Difícil saber quando esperei de forma tão ansiosa por meus Simplícios todos juntos e sinto termos isso em comum. Meu motivo mais claro de agradecimento é a gratidão por tê-los e ter com quem contar é uma de minhas muitas bênçãos diárias.
Quero registrar, mais do que nunca, meu especial agradecimento pelos pais e irmã que tenho. Aqui não desmereço a importância de outras pessoas mas, ainda que de forma embrionária, nada é referencial pra mim sem ser comparado aos exemplos e valores primeiramente havidos em família. É em vocês que penso quando me imagino acolhida e aceita em defeitos e qualidades. É aqui que encontro inspiração e afeto. Afeto que é base do que somos e no que confiamos pra superar nossas dificuldades de convivência em tudo. Afeto que aplaca a distância, as discussões e as formas diferentes de ver o mundo. Mais uma vez, foi e é o amor que sentimos uns pelos outros o responsável por estarmos aqui, juntos, com a sensação de que a espera valeu a pena. Obrigada, painho, pelo legado do que é certo e errado, do que é justo e por, como diria Clarice Lispector, carregar no rosto sério uma alegria até mesmo divina pra dar. Obrigada, mainha, pela eterna sensação de volta pra casa que é vê-la, ouvi-la e abraçá-la. Pelo amor materno que nutre e embala.  Obrigada, Lila, por ser confidente e ouvinte de minhas alegrias e desabafos. Obrigada pela irmandade, pela amizade e por ser confidente de mim.
Feliz Natal pra minha família linda! Que o Natal de 2010 seja tão especial quanto é tê-los como pai, mãe e irmã. Amo muito vocês.

K.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

falando baixinho, por K.

Quais as emendas possíveis para um coração partido? Será possível emendar, colar, customizar e fazer parecer novo? Já escutei muitas vezes “querer é poder”, mas acho imbecil a tentativa de juntar duas atitudes tão essencialmente individuais em matéria de nós.
Gostaria de querer poder junto. Em sintonia. Mas os dias alternam, em verdade, em vontades opostas.
Fica o dito pelo não dito e a solidão compartilhada ecoando cada vez mais alto em paredes com ouvidos. Entre reflexões e flashs da vida que não quero ter, sou seduzida pela ideia de que o amor melhor é o amor fácil, sem amarras. Somos educados a pensar que tudo deve ser conquistado a troco de suor e lágrimas ou, ainda que não tudo, mais valioso é o caminho tortuoso em detrimento do atalho que me faz chegar mais rápido. Eu me nego a optar por uma coisa ou outra, mas quero e posso fazer a escolha de querer as coisas mais leves mesmo que também valorize o empenho, o suor e a luta. 

- a dúvida é se você vem comigo. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

- inveja branca, por K.

- ontem assisti ao discurso que Steve Jobs fez diante de uma turma de formandos em Stanford e, em tempos de nostalgia por meu próprio ano de formatura, desejo toda a fibra característica do discurso. Quero, um dia, voltar a ler esse mesmo texto e perceber que as escolhas feitas foram capazes de transformar, a mim, em exemplo de referencial parecido com o dele.   
Pretensões audaciosas à parte, é realmente essencial aprender a dar ouvidos aos "assuntos do coração", sem conotações amorosas obrigatórias a respeito. Quando falo "assuntos do coração", me refiro ao que se ouve como voz interior, intuição ou instinto. Me refiro aos momentos em que se abandona o cartesianismo com que somos moldados a analisar o mundo capitalista. Me refiro a enxergar o tão essencial que é invisível aos olhos, já que, alà Exupéry, só se vê bem com o coração.
Que trabalhemos mais, que gargalhemos mais, que aprendamos mais... que registremos muitas outras intenções! Mas que, acima de tudo, as façamos com o melhor referencial em mente: que amemos muito fazendo tudo isso. Amemos pessoas, coisas e até mesmo os momentos de angústia absurda na busca e conquista delas. 
E que, no final, tenhamos a melhor perspectiva e resultado ao ligar todos os pontos. No final, que estufemos o peito e façamos que nem a "Pequena Abelha", de Chris Clive: 

Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriza significa: "Eu sobrevivi". 

Que as cicatrizes todas tenham valido a pena. Que, ter sobrevivido, tenha valido a pena. Valido a pena de tombos, frustrações e dissabores. Valido a pena, de fato, pescar todas as  ilusões.


NOTA: protagonizar a própria vida não é pra qualquer um. Steve Jobs, nós te amamos!