Sei da capacidade de desgaste dos sentimentos e com o amor não seria diferente. Mas não me cabe a idéia de trabalhar com ele como se fosse um recurso natural em extinção. Nunca fui capaz de comprar essa idéia e acredito, desde a primeira vez em que ouvi o poeta dizer, que amor é daqueles sentimentos que “quanto mais se dá, mais se tem”. Ninguém vai estar perdido se der amor e receber um pouco em troca. Amar talvez seja a única salvação pras pressas que precisamos acalmar, mesmo quando se precise transformar perdas em recompensas.
Vai ver sentimos falta mesmo – aliado ao nosso desespero em beber tudo, experimentar tudo e consumir tudo até a última gota – de sensibilidade para captar detalhes. Tanta coisa acontece num piscar de olhos, num suspirar de intenções. Na pressa das selvas de pedra em que a maioria de nós vive não se abre espaço na prateleira pra mais alguns minutinhos de um último café, de um último trago, de um último apreço de prazeres e, principalmente, de se estar por completo nas situações em que nos metemos. No fim das contas, se trabalha tão duro pra pagar aquela viagem dos sonhos com marido e filhos que já se embarca pensando em como vai ser na volta, pra pagar as contas da estripulia.
A armadilha está quando tudo muito rapidinho vicia e esse constante convite à insanidade é, sim, muito tentador. Quem não gosta de tudo rápido, expresso e de forma objetiva? Quem não quereria que sonhos mais fáceis de se tornar reais fossem projetos a curto prazo? ME RESPONDAM! Quem?
Vai ver sentimos falta mesmo – aliado ao nosso desespero em beber tudo, experimentar tudo e consumir tudo até a última gota – de sensibilidade para captar detalhes. Tanta coisa acontece num piscar de olhos, num suspirar de intenções. Na pressa das selvas de pedra em que a maioria de nós vive não se abre espaço na prateleira pra mais alguns minutinhos de um último café, de um último trago, de um último apreço de prazeres e, principalmente, de se estar por completo nas situações em que nos metemos. No fim das contas, se trabalha tão duro pra pagar aquela viagem dos sonhos com marido e filhos que já se embarca pensando em como vai ser na volta, pra pagar as contas da estripulia.
A armadilha está quando tudo muito rapidinho vicia e esse constante convite à insanidade é, sim, muito tentador. Quem não gosta de tudo rápido, expresso e de forma objetiva? Quem não quereria que sonhos mais fáceis de se tornar reais fossem projetos a curto prazo? ME RESPONDAM! Quem?
- Eu, certamente. Admite a autora, vencida pelos "benefícios" da praticidade.
Mas quer saber do que gostaria de verdade? Da idéia de aprender a respeitar o tempo e o processo das coisas. De construir muros sólidos e transformá-los em fortalezas; de viver sonhos que se construam aos poucos e de não estar sozinha nesta carta de intenções.