sexta-feira, 2 de setembro de 2011

- inveja branca, por K.

- ontem assisti ao discurso que Steve Jobs fez diante de uma turma de formandos em Stanford e, em tempos de nostalgia por meu próprio ano de formatura, desejo toda a fibra característica do discurso. Quero, um dia, voltar a ler esse mesmo texto e perceber que as escolhas feitas foram capazes de transformar, a mim, em exemplo de referencial parecido com o dele.   
Pretensões audaciosas à parte, é realmente essencial aprender a dar ouvidos aos "assuntos do coração", sem conotações amorosas obrigatórias a respeito. Quando falo "assuntos do coração", me refiro ao que se ouve como voz interior, intuição ou instinto. Me refiro aos momentos em que se abandona o cartesianismo com que somos moldados a analisar o mundo capitalista. Me refiro a enxergar o tão essencial que é invisível aos olhos, já que, alà Exupéry, só se vê bem com o coração.
Que trabalhemos mais, que gargalhemos mais, que aprendamos mais... que registremos muitas outras intenções! Mas que, acima de tudo, as façamos com o melhor referencial em mente: que amemos muito fazendo tudo isso. Amemos pessoas, coisas e até mesmo os momentos de angústia absurda na busca e conquista delas. 
E que, no final, tenhamos a melhor perspectiva e resultado ao ligar todos os pontos. No final, que estufemos o peito e façamos que nem a "Pequena Abelha", de Chris Clive: 

Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriza significa: "Eu sobrevivi". 

Que as cicatrizes todas tenham valido a pena. Que, ter sobrevivido, tenha valido a pena. Valido a pena de tombos, frustrações e dissabores. Valido a pena, de fato, pescar todas as  ilusões.


NOTA: protagonizar a própria vida não é pra qualquer um. Steve Jobs, nós te amamos!