quinta-feira, 10 de novembro de 2011

- uma ode ao Natal e à família, por K.

- a capacidade de mudança sempre foi condição híbrida pra mim. Me enche de conforto e esperança saber que certas coisas são mutáveis, mas também há regozijo em reconhecer aquelas que absolutamente não o são. Abaixo, transcrevo a carta que escrevi aos meus Simplícios no Natal de 2010 e a sensação de revivê-la me contenta em níveis indescritíveis. Em tempo de espírito natalino já batendo à porta, divido com vocês. 

Natal é momento de celebração do amor e celebro da forma como imagino mais completa: com a minha família. Amor é palavra sagrada, é o nome de Deus. Todo o universo é criado com, por e em amor. É começo, continuação e fim. Difícil saber quando esperei de forma tão ansiosa por meus Simplícios todos juntos e sinto termos isso em comum. Meu motivo mais claro de agradecimento é a gratidão por tê-los e ter com quem contar é uma de minhas muitas bênçãos diárias.
Quero registrar, mais do que nunca, meu especial agradecimento pelos pais e irmã que tenho. Aqui não desmereço a importância de outras pessoas mas, ainda que de forma embrionária, nada é referencial pra mim sem ser comparado aos exemplos e valores primeiramente havidos em família. É em vocês que penso quando me imagino acolhida e aceita em defeitos e qualidades. É aqui que encontro inspiração e afeto. Afeto que é base do que somos e no que confiamos pra superar nossas dificuldades de convivência em tudo. Afeto que aplaca a distância, as discussões e as formas diferentes de ver o mundo. Mais uma vez, foi e é o amor que sentimos uns pelos outros o responsável por estarmos aqui, juntos, com a sensação de que a espera valeu a pena. Obrigada, painho, pelo legado do que é certo e errado, do que é justo e por, como diria Clarice Lispector, carregar no rosto sério uma alegria até mesmo divina pra dar. Obrigada, mainha, pela eterna sensação de volta pra casa que é vê-la, ouvi-la e abraçá-la. Pelo amor materno que nutre e embala.  Obrigada, Lila, por ser confidente e ouvinte de minhas alegrias e desabafos. Obrigada pela irmandade, pela amizade e por ser confidente de mim.
Feliz Natal pra minha família linda! Que o Natal de 2010 seja tão especial quanto é tê-los como pai, mãe e irmã. Amo muito vocês.

K.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

falando baixinho, por K.

Quais as emendas possíveis para um coração partido? Será possível emendar, colar, customizar e fazer parecer novo? Já escutei muitas vezes “querer é poder”, mas acho imbecil a tentativa de juntar duas atitudes tão essencialmente individuais em matéria de nós.
Gostaria de querer poder junto. Em sintonia. Mas os dias alternam, em verdade, em vontades opostas.
Fica o dito pelo não dito e a solidão compartilhada ecoando cada vez mais alto em paredes com ouvidos. Entre reflexões e flashs da vida que não quero ter, sou seduzida pela ideia de que o amor melhor é o amor fácil, sem amarras. Somos educados a pensar que tudo deve ser conquistado a troco de suor e lágrimas ou, ainda que não tudo, mais valioso é o caminho tortuoso em detrimento do atalho que me faz chegar mais rápido. Eu me nego a optar por uma coisa ou outra, mas quero e posso fazer a escolha de querer as coisas mais leves mesmo que também valorize o empenho, o suor e a luta. 

- a dúvida é se você vem comigo.