É regozijo pelo belo resultado que alcançamos. É sentir, enfim, fogo que arde sem doer e visitar recordações querendo guardá-las. É constatar como é bom sentir-se leve e aberta a possibilidades.
Foi minha hora de despir-me, fazer a travessia e me desprender da melhor maneira que imagino poder ter sido: através de você. Não tenho mais meu estranho - ou necessariamente o preferido. Tenho, simplesmente, sem desmerecer importâncias ou aprendizados, uma de minhas mais belas, memoráveis e válidas recordações.
- Obrigada, amor meu.
Quando sempre achei precisar deixá-lo ir, quem precisava fazê-lo era eu. A travessia foi feita. A minha travessia foi feita. Podemos descansar agora. Posso, agora, soltar sua mão ou qualquer coisa que lhe pertença e tenha querido tornar meu por todos esses anos. Posso, agora, querê-lo bem, sem querê-lo pra mim da forma quase-à-beira-da-loucura dos últimos anos. Apertemos os cintos!
A próxima viagem me parece aquele tipo de coisa que sempre se quis na vida mas quando, enfim, é chegada a hora, aí está o momento pra se constatar se o desejo é realmente coerente com as vontades.
- Eu falei que gostava de surpresas, não?
Pois bem. Me parece que o "Sr. Inesperado" andou mesmo espreitando as coisas e decidiu me deixar um presente pela visita.
*Recife, em 12 de setembro de 2010, por volta das três da tarde, às margens do Capibaribe, ouvindo Bon Jovi, com gosto de espumone na boca, vestindo a roupa que você mais gostava.
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