domingo, 19 de dezembro de 2010

apetite voraz, por K.

já sentiu vontade de comer não sei o quê? pois eu tô com vontade de escrever não sei o quê. E como toda boa impulsiva-impaciente-apressada da vida, já joguei as palavras, esperei que fizessem sua mágica e de repente, não mais que de repente, me rendessem bons textos ou afins. Ou mesmo ruins, mas que rendessem alívio. Como se, escrevendo, alguém fosse falando por mim - exatamente como acontece quando a gente lê do que gosta. Já tentei dos meus artifícios, é verdade: música, poesia, prosa, crônica, substâncias etílicas - mas paro por aí porque a gente não usa drogas. Pra mim, já bastam as citadas acima.

- problema é, elementar minha cara autora, as palavrinhas aí dentro parecem da máxima "há tempo pra tudo".

pois que se dê tempo. mas do tipo rápido, no melhor estilo "é pra já". que ele faça crescer, morrer, ressucitar ou whatever!... mas que ele as leve daqui de dentro.




- elas quem?

as palavras, ora bolas. elas andam sufocando, queimando, me deixando indigesta.

Um comentário:

Sunflower disse...

eu escrevo na minha cabeça o tempo inteiro.

O tempo inteiro.